Entre a força e a queda: o poder do ego

Quando a vontade de mudar desperta, o ego sente o chão a fugir-lhe.

Ele vive do que é previsível, do que já foi dado como garantido, do que parece seguro. Tudo o que aponta para crescimento soa a ameaça, porque evoluir implica deixar para trás versões antigas de quem fomos.

O ego reage com resistência subtil: dúvidas, receios, adiamentos. Recorda-nos do conforto do conhecido e pinta o desconhecido com tons de perigo. O seu medo maior não é o fracasso, mas a transformação perder o papel que desempenhava na nossa história.

A mudança continua a chamar. Não força, não grita apenas permanece. E quando lhe damos passagem, o desconforto transforma-se em abertura. O ego observa à distância, menos rígido, menos dominante. É nesse intervalo delicado que algo em nós se reorganiza e a vida ganha espaço para avançar.

Quando o Ego se sente ameaçado...

… e ele sente-se ameaçado devido à forma natural dele mesmo.

Tu chegas a um novo ciclo de vida, e para seguires a jornada dessa nova fase é necessário soltar, libertar coisas, e entrar num desconhecido, o próprio ego sente-se ameaçado, utiliza a matriz do EU INFERIOR para se defender como o medo, orgulho, obstinação e tantas outras. É como uma identidade menos boa dentro de nós, um mal que age em desacordo.

Queres expandir, crescer, não só materialmente mas também espiritualmente. E tu sabes que esta expansão requer ir além de uma esfera conhecida, mas esta expansão envolve uma desconstrução de um mundo conhecido, por mais disfuncional que se tenha tornado este mundo. Mas é um mundo conhecido e dá-te esperanças de chegar onde queres, mesmo que ilusório. 

Expansão significa ir além da zona que nos dá este conforto.

Esta expansão envolve:

  • quebra de apegos
  • aventurar e incertezas

A expansão ameaça o ego, e ele usa o medo. Um aspeto do medo é a insegurança, dúvida, ceticismo, orgulho na forma de superioridade e arrogância. 

Queres largar um estilo de vida que se tornou tóxico, nocivo, mas ás vezes para ires deste lugar para um lugar melhor, saudável e diferente tens de enfrentar estes condicionamentos, olhar para este sistema de defesa que te mantem neste lugar toxico.

É mau mas está “bom”, tens que enfrentar. O que te está a segurar nesse lugar mau é um orgulho, às vezes até um pacto de vingança, às vezes uma birra.

Talvez valha a pena meditares sobre isto, com amor Natacha Monteiro.